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PLR do funcionalismo do BB deve ser até 30% superior à do primeiro semestre
Com o lucro de R$ 10,148 bilhões do Banco do Brasil em 2009, recorde de toda a história do sistema financeiro nacional, o valor da PLR referente ao segundo semestre do ano passado deverá crescer por volta de 30% para os postos efetivos e caixas em relação ao primeiro semestre, segundo cálculo preliminar da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. A Contraf-CUT está reivindicando do BB a antecipação do pagamento da PLR para 10 de março, mesma data da distribuição de dividendos do lucro aos acionistas.
O montante que o banco pagará de PLR relativa ao segundo semestre será superior a R$ 703 milhões, um aumento de 38% em relação aos R$ 509 milhões distribuídos no primeiro semestre de 2009. Mas como o número de funcionários aumentou em mais de 10 mil trabalhadores, a proporção no acréscimo do valor da PLR não será a mesma, devendo ficar na casa dos 30%.
Com isso, os postos efetivos, que no primeiro semestre de 2009 receberam R$ 2.890.48 de PLR, deverão embolsar agora algo em torno de R$ 3.700. E os caixas, que tiveram R$ 3.189,34 no semestre anterior, deverão receber mais de R$ 4.100. Os funcionários oriundos da Nossa Caixa incorporados em dezembro do ano passado receberão o equivalente a um sexto desses valores. Além desse valor, há ainda o módulo bônus para os comissionados.
Pelo acordo aditivo à Convenção Coletiva dos Bancários do ano passado, a PLR semestral do funcionalismo do BB é composta de 45% do salário mais R$ 512,00 fixos, mais 4% do lucro líquido distribuídos linearmente a todos os trabalhadores. "Esse modelo, conquistado em 2004 e que vem sendo aperfeiçoado ao longo dos anos, acabou se transformando em parâmetro para as reivindicações de PLR dos bancários dos demais bancos", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
publicado
em:
26/02/2010
Comentários
Colegas do Unidade BB,
R$3.319,50 (três mil, trezentos e dezenove reais e cinquenta centavos). O que significa esse valor será explicado mais abaixo. Em contrapartida R$10,15 bilhões. Todos sabemos que esse resultado espetacular é fruto de recursos abocanhados dos associados do “PB-1”, ao amparo de manobra contábil não contestada pela autoridade competente. Nunca é demais lembrar que esse fantástico lucro permitirá também a distribuição de polpudos dividendos para o acionista majoritário (tesouro nacional) e generosas PLRs até mesmo para aqueles funcionários pertencentes aos bancos absorvidos pelo patrocinador no ano passado. Os verdadeiros donos que ajudaram a formar esse belo patrimônio denominado Previ, que são os aposentados e as pensionistas do “PB-1”, ficarão mais uma vez a ver navios. Penso que a única coisa que teremos para contabilizar ao final de 2010 será o número de colegas aposentados que irão nos deixar no decorrer do ano em curso, já que a imensa maioria tem DNA (*). Antes que eu esqueça cumpre-me registrar o significado do valor de R$3.319,50 mencionado no início deste comentário. Trata-se do montante que me foi pago a menos em 2009, se comparado aos rendimentos do trabalho assalariado auferidos em 2008, conforme comprovantes emitidos pela Previ para efeito de prestação de contas com a Receita Federal. Esta foi a única contabilização que fiz no meu orçamento, digna de registro, durante todo o decorrer de 2009. Verti contribuições para o “PB-1” durante mais de trinta anos, aí incluídos o período de vida laboral e já como aposentado. Depois de velho estou sendo obrigado a presenciar o emagrecimento do meu benefício de responsabilidade da Previ, o engessamento dos recursos do meu fundo de pensão e essa farra que está sendo conduzida pelo patrocinador e vem se perpetuando a cada seis meses em seu balanço. Tudo isso sob o olhar passivo e impotente daquelas entidades representativas cujos dirigentes não têm relação de compromisso com os anseios e sonhos dos aposentados e das pensionistas do “PB-1”.
(*) – data de nascimento antiga.